Quanto pode poupar ao consolidar dívidas? Veja exemplos práticos

Quando se fala em crédito consolidado, a primeira pergunta costuma ser ‘o que é’ — já explicamos como funciona o crédito consolidado em Portugal no nosso guia completo — mas a que realmente importa aqui é outra: quanto vou poupar, ou vou acabar por pagar mais no final? A resposta depende de fatores concretos como o prazo, a taxa de juro e o número de dívidas que está a juntar. Neste artigo, mostramos exemplos práticos de cálculo para perceber, com números reais, se compensa consolidar no seu caso.
Resumo rápido
✓ A poupança depende do prazo e da taxa, não só da prestação mensal
✓ Juntar dívidas com juros elevados costuma compensar
✓ Alargar muito o prazo pode aumentar o custo total, mesmo com prestação mais baixa
✓ Compare sempre o custo total, não apenas o valor mensal
O que determina se a consolidação compensa
Juntar várias dívidas numa só prestação parece sempre mais simples — mas simples não é o mesmo que mais barato. Três fatores determinam se vai poupar dinheiro ou pagar mais no total:
Prazo
Alargar o prazo reduz a prestação mensal, mas aumenta o número de meses em que paga juros. Um prazo mais longo pode significar uma prestação mais confortável e, ao mesmo tempo, um custo total mais elevado.
Taxa de juro
Se as suas dívidas atuais têm taxas altas (cartões de crédito, descobertos), consolidar a uma taxa mais baixa costuma gerar poupança real. Se já tem taxas baixas, a vantagem é menor.
Número e tipo de dívidas
Quantas mais dívidas dispersas juntar — e quanto mais elevados os juros de cada uma — maior tende a ser a poupança potencial ao simplificá-las numa só.
Crédito pessoal ou crédito consolidado — qual escolher?
Se ainda não sabe qual dos dois faz mais sentido para si: o crédito pessoal é ideal para financiar uma despesa pontual, com prestação fixa e processo mais rápido. Já o crédito consolidado serve para reunir várias dívidas existentes numa só prestação, normalmente com um prazo mais longo. Se tem várias dívidas ativas e quer simplificar os pagamentos, a consolidação tende a fazer mais sentido — os exemplos práticos abaixo ajudam a perceber se compensa no seu caso.
Exemplo 1: quando a consolidação compensa
Imagine que tem duas dívidas: um cartão de crédito com 2.000 € em dívida a uma TAN (taxa de juro nominal) de cerca de 15%, taxa variável, com 24 meses restantes até à liquidação total; e um crédito pessoal de 3.000 € a uma TAN fixa de cerca de 10%, com 36 meses restantes. Mantendo as duas dívidas separadas, paga cerca de 194 € por mês no total e, até à liquidação de ambas, pagará cerca de 5.812 € no total — dos quais cerca de 812 € em juros.
Ao consolidar as duas num único crédito de 5.000 € a uma TAN de 8%, a pagar em 42 meses, a prestação mensal desce para cerca de 137 € — menos 57 € por mês do que as duas prestações somadas — e o total a pagar desce para cerca de 5.749 €, cerca de 63 € a menos do que mantendo as dívidas em separado.
Os valores são um exemplo ilustrativo, com taxas e prazos definidos apenas para efeitos de cálculo — não uma proposta real de nenhuma instituição. A TAN (taxa de juro nominal) é usada aqui para calcular a prestação; a TAEG que os bancos apresentam inclui também comissões e outros custos, costuma ser mais alta do que a TAN, e não deve ser usada diretamente para calcular a prestação mensal. Peça sempre a TAN e a TAEG separadamente numa proposta real.
Exemplo 2: quando parece mais barato mas não é
Agora imagine que consolida as mesmas duas dívidas — os mesmos 5.000 € à mesma TAN de 8% — mas escolhe um prazo bem mais longo: 84 meses em vez de 42.
A prestação mensal desce ainda mais, para cerca de 78 € — quase metade da prestação do Exemplo 1, e bem abaixo dos 194 € que paga hoje pelas duas dívidas. À primeira vista, parece a opção mais vantajosa.
Mas ao pagar juros durante o dobro do tempo, o total a pagar sobe para cerca de 6.546 € — mais de 700 € do que pagaria mantendo as dívidas separadas, e quase 800 € a mais do que no Exemplo 1.
É por isso que uma prestação mais baixa não significa uma poupança maior. O que importa é o custo total do crédito, não apenas o valor que sai da conta todos os meses.
Vantagens e riscos, em resumo
Vantagens
Riscos
A regra prática: simule sempre o custo total — não só a prestação mensal — antes de decidir.
Simule o seu crédito consolidado com a Cofidis
Depois de comparar as vantagens e os riscos, o passo seguinte é simular o seu crédito consolidado e ver quais as condições reais disponíveis para si.
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FAQ – Perguntas Frequentes
A autora do artigo: Lilian Ljungberg
Lilian Ljungberg, fundadora do Crédito Agora. Pesquiso e organizo informação sobre crédito pessoal em Portugal com base em fontes oficiais como o Banco de Portugal e a DECO, para ajudar os consumidores a comparar as suas opções com mais clareza. O conteúdo é revisto regularmente e produzido com o apoio de ferramentas de IA para pesquisa e organização da informação.






