Quanto pode poupar ao consolidar dívidas? Veja exemplos práticos

Quando se fala em crédito consolidado, a primeira pergunta costuma ser ‘o que é’ — mas a que realmente importa é outra: quanto vou poupar, ou vou acabar por pagar mais no final? A resposta depende de fatores concretos como o prazo, a taxa de juro e o número de dívidas que está a juntar. Neste artigo, mostramos exemplos práticos de cálculo para perceber, com números reais, se compensa consolidar no seu caso.
Resumo rápido
✓ A poupança depende do prazo e da taxa, não só da prestação mensal
✓ Juntar dívidas com juros elevados costuma compensar
✓ Alargar muito o prazo pode aumentar o custo total, mesmo com prestação mais baixa
✓ Compare sempre o custo total, não apenas o valor mensal
O que determina se a consolidação compensa
Juntar várias dívidas numa só prestação parece sempre mais simples — mas simples não é o mesmo que mais barato. Três fatores determinam se vai poupar dinheiro ou pagar mais no total:
Prazo
Alargar o prazo reduz a prestação mensal, mas aumenta o número de meses em que paga juros. Um prazo mais longo pode significar uma prestação mais confortável e, ao mesmo tempo, um custo total mais elevado.
Taxa de juro
Se as suas dívidas atuais têm taxas altas (cartões de crédito, descobertos), consolidar a uma taxa mais baixa costuma gerar poupança real. Se já tem taxas baixas, a vantagem é menor.
Número e tipo de dívidas
Quantas mais dívidas dispersas juntar — e quanto mais elevados os juros de cada uma — maior tende a ser a poupança potencial ao simplificá-las numa só.
Exemplo 1: quando a consolidação compensa
Imagine que tem duas dívidas: um cartão de crédito com saldo de 2.000 € a uma TAEG de 16%, e um crédito pessoal de 3.000 € a uma TAEG de 12%. Juntas, as prestações mensais rondam os 320 €, e ainda tem vários anos de pagamentos pela frente.
Ao consolidar as duas dívidas num único crédito de 5.000 € com uma TAEG de 8,9%, a pagar em 48 meses, a prestação mensal desce para cerca de 125 € — e o total de juros pagos ao longo do empréstimo fica abaixo do que pagaria mantendo as duas dívidas separadas até ao fim.
Os valores são um exemplo ilustrativo. A taxa e as condições reais dependem sempre da avaliação do banco ao seu perfil de crédito.
Exemplo 2: quando parece mais barato mas não é
Agora imagine que consolida as mesmas dívidas — os mesmos 5.000 € a uma TAEG semelhante — mas opta por um prazo muito mais longo, por exemplo 84 meses em vez de 48, para reduzir ainda mais a prestação mensal.
A prestação desce para cerca de 80 € por mês, o que à primeira vista parece uma vitória. Mas ao alargar o prazo quase o dobro, paga juros durante muito mais tempo — e o total pago no final do empréstimo acaba por ser mais elevado do que no Exemplo 1, apesar da prestação mensal mais baixa.
Tal como no Exemplo 1, os valores servem apenas de ilustração — a sua poupança real depende da proposta específica que receber.
É por isso que uma prestação mais baixa não significa uma poupança maior. O que importa é o custo total do crédito, não apenas o valor que sai da conta todos os meses.
Vantagens e riscos, em resumo
Vantagens
Riscos
A regra prática: simule sempre o custo total — não só a prestação mensal — antes de decidir.
Simule o seu crédito consolidado com a Cofidis
Depois de comparar as vantagens e os riscos, o passo seguinte é simular o seu crédito consolidado e ver quais as condições reais disponíveis para si.
FAQ – Perguntas Frequentes
A autora do artigo: Lilian Ljungberg
Lilian Ljungberg, fundadora do Crédito Agora. Pesquiso e organizo informação sobre crédito pessoal em Portugal com base em fontes oficiais como o Banco de Portugal e a DECO, para ajudar os consumidores a comparar as suas opções com mais clareza. O conteúdo é revisto regularmente e produzido com o apoio de ferramentas de IA para pesquisa e organização da informação.






